domingo, 20 de maio de 2012

Black Sabbath - Sabbath Bloody Sabbath

Após a turnê mundial de 1972-1973, do álbum Volume 4, o Black Sabbath novamente retorna a Los Angeles, na Califórnia, para começar a trabalhar no álbum seguinte. Contente com Volume 4, a banda procurou recriar a atmosfera de gravação, e retornou aos estúdios Record Plant com o engenheiro Mike Butcher.

Com as novas inovações musicais da época, a banda ficou surpresa ao ver que a sala de gravação que eles usaram previamente em Record Plant, foi substituída por um ‘sintetizador gigante’. A banda alugou uma casa em Bel Air e começou a escrever no verão de 1973, mas devido em parte ao abuso de substâncias ilícitas e fatiga, eram incapazes de completar qualquer música. “As ideias não estavam vindo do modo que apareceram no Volume 4 e realmente ficamos descontentes” disse Iommi. “Todos estavam sentados lá esperando que eu viesse com algo. Eu não conseguia pensar em nada. E se eu não viesse com algo, ninguém faria nada.”

Depois de um mês em Los Angeles sem resultado, a banda optou em retornar ao Reino Unido, onde eles alugaram o Castelo Clearwell (supostamente assombrado) na Floresta de Dean, em Gloucestershire, Inglaterra. “Nós ensaiamos nas masmorras e foi realmente assustador, mas tinha alguma atmosfera, evocava coisas, e as ideias começaram a surgir novamente”, como disse Iommi. Enquanto trabalhava na masmorra, Iommi criou o riff principal de Sabbath Bloody Sabbath, que deu o tom para o novo material.

A gravação foi completada nos estúdios Morgan em Willesden, norte de Londres, em 1973, e Sabbath Bloody Sabbath foi um dos álbuns com o processo de gravação mais longos de toda a história da banda. A banda usou pela primeira vez em gravação um sintetizador.  A banda, acostumada a gravar álbuns em poucos meses, ou mesmo semanas, sentiu o peso da demora. Um fato curioso sobre o disco é que, segundo Tony Iommi, o uso abusivo de drogas e álcool e o isolamento da banda é que inspirou o clima de músicas como Sabbath Bloody Sabbath e Killing Yourself to Live, e provocou as freqüentes aparições de fantasmas, poltergeist e outros fenômenos sobrenaturais que ocorriam nas masmorras onde a banda ensaiou.

O tecladista Rick Wakeman da banda Yes (que estava gravando o álbum Tales From Topographic Oceans com o Yes em estúdio próximo) foi trazido como músico convidado, aparecendo na música Sabbra Cadabra, e pelo que li, também aparece na música Who Are You?.

Construídas das mudanças estilísticas introduzidas no Volume 4, as novas músicas incorporaram sintetizadores, cordas, teclados e arranjos mais complexos, ao tradicional som pesado do Sabbath. O álbum mostra um Sabbath sem medo de experimentar.  Por exemplo em "Who Are You?", o uso de teclados e sintetizador, em "Looking For Today" o uso da flauta, e em "Fluff", o uso do cravo.  O álbum também revela um lado bastante introspectivo da banda: o lado acústico, como em "Sabbath Bloody Sabbath", “Fluff” e "Looking For Today". O álbum tem uma atmosfera muito mais caracterizada pelo rock progressivo que seu antecessor Black Sabbath Vol. 4, e é considerado por muitos o auge do amadurecimento da banda.

Sabbra Cadabra e Who Are You? utilizam o sintetizador Moog, um instrumento comum no rock progressivo da época. As letras de algumas músicas do álbum foram escritas sobre problemas que ocorriam na banda à época.

Drew Struzan foi o artista requisitado para fazer a capa do álbum, sob a direção de Ernie Cefalu. Retrata um homem em uma cama, aparentemente tenho um pesadelo ou visão em que ele está sendo atacado por demônios em forma humana. No topo da cama está uma grande caveira com braços longos e estendidos e o número 666 (o número da besta) escrito abaixo da caveira. Na contracapa do álbum está o oposto da capa (que eu coloquei aqui ao lado).  
O tipógrafo Geoff Halpin foi quem fez as letras meio góticas, com os “S” em destaque, dando uma imagem teutônica (germânica) à capa.

O Black Sabbath lançou Sabbath Bloody Sabbath, seu 5º álbum, em 1º de dezembro de 1973. Pela primeira vez na sua carreira, a banda começou a receber comentários favoráveis da imprensa, como por exemplo a Rolling Stone, que chamou o álbum de “nada menos que um completo sucesso”. O álbum marcou o 5º álbum consecutivo de platina nos Estados Unidos, para a banda. Chegou ao nº 4 nas paradas do Reino Unido, e ao nº 7 nos Estados Unidos. No Reino Unido, foi o primeiro álbum do Sabbath a conseguir certificação de prata (60 mil unidades vendidas) pela indústria fonográfica britânica, feito alcançado em fevereiro de 1975.

A banda começou uma turnê mundial em janeiro de 1974, que culminou com o festival California Jam, em Ontario, Califórnia, em 6 de abril de 1974. O Black Sabbath estava meio relutante em participar do festival, mas a ameaça de serem processados em 100 mil dólares, fez com que a banda participasse. Atraindo mais de 200 mil fãs, o Black Sabbath apareceu ao lado de outros gigantes do rock e pop dos anos 70, como Emerson, Lake & Palmer, Deep Purple, Earth, Wind & Fire e Eagles. Partes do show foram transmitidas pela rede de tv ABC nos Estados Unidos, expondo a banda a uma maior audiência americana.

No mesmo ano, a banda trocou seu empresário, assinando com o notório empresário inglês Don Arden. Essa mudança causou uma disputa contratual com o empresário anterior da banda, e enquanto fazendo shows nos Estados Unidos, Osbourne recebeu uma intimação que levou a 2 anos de processo.

Antes de passar às músicas, conto como conheci este clássico do rock! Já escrevi outras vezes sobre meu falecido ex-vizinho Jordane (ou Jordani), ele tinha vários cd’s do Sabbath. Dentre eles estava o Sabbath Bloody Sabbath, que emprestei. Desde a 1ª audição, adorei! Aliás, quem adora rock, não tem como não gostar!

Todas as músicas foram escritas pelos 4 membros.

* Sabbath Bloody Sabbath: é a faixa de abertura do álbum. O riff principal da música foi reconhecido como o “riff que salvou o Black Sabbath”, porque na época Tony Iommi estava sofrendo de ‘writer’s block’ (talvez por falta de inspiração ou criatividade).
O título foi retirado de uma manchete do jornal Melody Maker. A música é uma perfeita mistura do heavy metal com uma parte acústica, quebrando o peso, o que a torna uma excelente música.
Mesmo sendo uma das melhores músicas de toda a história da banda, ela foi aos poucos sendo retirada dos sets do Sabbath, nos shows. Foi raramente tocada nos anos 70, e quando a banda se reuniu (em 1998), eles só tocaram a primeira metade da música, não sendo cantados os 2 versos finais. Em 2000, foi inteiramente retirada do set, emergindo poucos anos depois quando a banda tocou o riff poucas vezes como introdução a Paranoid.
Sabbath Bloody Sabbath foi coverizada por Bruce Dickinson com a banda Godspeed, no álbum tributo Nativity In Black, de 1994. O Anthrax também fez cover, e esta versão aparece no EP I’m The Man. Outra banda que também fez cover de Bloody Sabbath foi o Cardigans, em 1994, no álbum Emmerdale.

* A National Acrobat: tem um riff de abertura harmonizado, de tempo médio, um riff psicodélico (com efeito wah wah) no meio da música, e um solo clássico de Tony Iommi.
Chega-se a ouvir 4 guitarras na música. Algumas partes da letra tratam a respeito da nossa existência terrena e da vida que virá após a morte! Uma das melhores partes da letra está nas linhas: "Just remember love is life and hate is living death / Treat your life for what it's worth and live for every breath"
O Metallica fez cover desta música, no álbum Garage Inc., de 1998, que é parte de uma medley com Sabbra Cadabra. A música foi também coverizada em estilo medieval, pela banda estoniana Rondellus, no seu álbum tributo Sabbatum. Na sua versão as letras foram traduzidas para o latim, e o nome da música passou a ser ‘Funambulus Domesticus’. Quem também coverizou foi banda gótica medieval alemã Sopor Aeternus and The Ensemble of Shadows, que está na sua compilação “Jekura-Deep the Eternal Forest”, e o nome da música passou a ser “Tabor C’alan O’itana”, que é o título original (A National Acrobat) ao contrário.

* Fluff: com a experimentação que o Black Sabbath vinha fazendo, o álbum Sabbath Bloody Sabbath não estaria completo sem uma bela música acústica, o que é o caso de Fluff! Música instrumental, perfeita para relaxar.
Tony Iommi tocou quase todos os instrumentos aqui.

* Sabbra Cadabra: é puro rock’n’roll, e pouco tempo após a gravação no álbum, esta música já seria incluída no set list dos shows da banda. Há uma variedade de tons de guitarra muito bem arranjados.
A letra é do ponto de vista de um homem, que é completamente apaixonado por sua garota. Um fato engraçado é que a 1ª vez que vi este cd, numa antiga locadora de cd’s aqui na minha cidade (que já não existe mais), quando vi o nome da música Sabbra Cadabra, pensei que fosse algo macabro ou do gênero hehehe.
No meio da música há uma quebra de ritmo (por 1:58), e aparece Rick Wakeman no piano e sintetizador.

* Killing Yourself To Live: foi escrita pelo baixista Geezer Butler, enquanto estava no hospital por problemas no rim causados por bebedeira excessiva. O baterista Bill Ward também estava sofrendo do consumo excessivo de álcool, e a música reflete os problemas causados pelos seus estilos de vida “extremos”. Uma encarnação anterior da música pode ser ouvida nos álbuns Live At Last e Past Lives.
Música muito bem escrita, e é progressiva, com algumas mudanças de ritmo, muito legais por sinal. Há uma perfeita sincronia entre os 4 membros da banda.
A música Killing Yourself To Live compreende uma suite de 3 músicas: Killing Yourself To Live, You Think That I’m Crazy (começa aos 2:44) e I Don’t Know If I’m Up Or Down (começa aos 4:06). Enquanto o 2º e 3º títulos não estão indicados no álbum, as músicas têm direitos autorais separados, registrados pela banda, e partituras para cada como sendo títulos individuais.

* Who Are You?: esta foi a 1ª música do Sabbath escrita primeiramente por Ozzy (letras e o riff principal). Ozzy se utilizou de um pequeno sintetizador ao escrevê-la, e é na verdade uma das músicas que mais soa “do mal” no álbum. A combinação de sintetizador e o baixo distorcido de Geezer faz esta música perfeita para um filme de terror. Novamente temos a aparição de Rick Wakeman, no sintetizador e piano.

* Looking For Today: essa música soa um tanto alegre, após a música anterior. Looking For Today está mais próxima do hard rock, e temos até palmas na música (pelos 4 músicos do Sabbath).
Novamente temos uma parte acústica aqui, logo antes do refrão (na chamada ‘bridge’), com a adição da flauta, tocada pelo guitarrista Tony Iommi.

* Spiral Architect: música que fecha o álbum. Possui uma introdução de violão, e é com certeza uma das músicas com composição e arranjos mais maduros da carreira da banda.
Temos uma das melhores performances vocais de Ozzy em sua carreira. O arranjo de cordas de Will Malone é muito bonito e dá um toque de perfeição à música.
O final é emblemático, com os sons de palmas, como que se estivessem aplaudindo o álbum. Nem precisava disto, pois estamos diante de um grande clássico do rock de todos os tempos! Um álbum obrigatório na coleção de qualquer amante do rock!

Quem toca o quê no álbum:

Ozzy Osbourne – vocais, sintetizador
Tony Iommi – todas as guitarras, violão, piano, sintetizador, órgão, flauta em “Looking For Today”, cravo em “Fluff”, gaita de foles em “Spiral Architect”
Geezer Butler – baixo, sintetizador, mellotron, fuzz bass em “Sabbath Bloody Sabbath” e “Who Are You?”
Bill Ward – bateria, tímpano, bongos em "Sabbath Bloody Sabbath", fuzz bass-drum em “Spiral Architect”
Rick Wakeman – teclados, sintetizador, piano em "Sabbra Cadabra" e “Who Are You?”
Will Malone – condutor e arranjador do The Phantom Fiddlers em “Spiral Architect”

Logo abaixo coloco um vídeo com belas imagens, ao som da música Fluff! A melodia remete a belas imagens mesmo!


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Lista de Músicas - Nacionais dos anos 80

Boa noite a você que está no meu blog (escrevo às 21:21)! Seja sempre bem-vindo!

Dando sequência ao meu Baú, coloco aqui uma lista de 5 músicas para ouvir durante a semana.

Escolhi como tema músicas nacionais dos anos 80.

Quem nasceu no final dos anos 70 (como eu), ou no início dos anos 80, ou então quem é mais velho, ou para os mais novos :P quem gosta de músicas dos anos 80, com certeza se lembra de algumas músicas nacionais gravadas nos anos 80, que de alguma maneira são especiais.

Particularmente, várias me são especiais por algum motivo ou outro.

Sejam elas românticas ou não, sejam rocks etc., de alguma maneira me tocam bastante.

Escolhi 5 músicas que são especiais para mim. Abaixo vão elas:

1) 14 BIS - Linda Juventude

2) HERÓIS DA RESISTÊNCIA - Esse Outro Mundo

3) LULU SANTOS - Certas Coisas

4) OS PARALAMAS DO SUCESSO - Me Liga

5) RPM - A Cruz E A Espada

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Black Sabbath - Vol. 4


Em junho de 1972, a banda se reuniu em Los Angeles para começar a trabalhar em seu próximo álbum, nos estúdios Record Plant. O processo de gravação foi cheio de problemas, muito como resultado do abuso de substâncias ilícitas. Enquanto estava batalhando para gravar a música Cornucopia, depois de se sentar no meio da sala, apenas se drogando, Bill Ward quase foi demitido da banda. “Eu odiei a música, haviam alguns padrões que eram....horríveis” disse Ward. “Eu toquei até o final, mas a reação que obtive foi a frieza de todos. Foi como ‘Bem, vá pra casa, você não tem utilidade no momento’. Me senti como se tivesse estragado tudo, eu estava a ponto de ser mandado embora”.  

Originalmente, o álbum chamar-se-ia ‘Snowblind’, nome de uma música do álbum, que trata do abuso de cocaína. A gravadora mudou o título no último minuto para Black Sabbath Vol. 4. Bill Ward disse “Não havia Volume 1, 2 ou 3, então é um título um tanto estúpido realmente”.

Black Sabbath Vol. 4 foi lançado em 25 de setembro de 1972, e enquanto as críticas da época foram negativas, o álbum alcançou o disco de ouro em menos de um mês, e foi o 4º lançamento consecutivo da banda a vender um milhão de cópias nos EUA.

Apesar da montanha de cocaína usada, a banda produziu outro álbum de primeira qualidade, que ultrapassou as fronteiras do heavy metal, e influenciaria muitas outras bandas. Entretanto, as sementes foram plantadas para o que eventualmente seria o fim da formação clássica do Sabbath.

Como Geezer Butler falou para a revista Guitar World, em 2001, “Sim, a cocaína estava lá. Nós fomos para L.A. e tivemos um estilo de vida totalmente diferente. Metade do orçamento foi para a cocaína e a outra metade foi para ver quanto tempo poderíamos ficar no estúdio. Alugamos uma casa em Bel-Air e a libertinagem lá foi inacreditável”. Na mesma entrevista Bill Ward disse “Sim, Vol. 4 é um ótimo álbum mas escutando ele agora, eu posso ver como um ponto de virada para mim, onde álcool e drogas pararam de ser divertidos”.

À época, a banda havia prometido que seu 4º álbum seria o mais variado até então, e não desapontou. Com mais tempo no estúdio, Vol. 4 viu a banda começando a experimentar novas coisas em seu som, como orquestração, piano, cordas e músicas com várias partes. A música Tomorrow’s Dream foi lançada como single – o primeiro depois de Paranoid – mas não entrou nas paradas. É mais um álbum cheio de clássicos do Sabbath.

Após uma turnê extensa nos EUA, a banda viajou para a Austrália pela 1ª vez em 1973, e mais tarde tocou na Europa. Algumas datas foram gravadas para um provável álbum ao vivo, mas que não se materializou (o que só viria a acontecer em 1980, com o Live At Last, álbum que não teve a aprovação nem da banda, nem de Ozzy, que já estava fora do Sabbath).

A capa do álbum é uma fotografia monocromática de Ozzy Osbourne, com as mãos para cima, tirada durante um show do Sabbath. Nas notas do álbum, a banda agradece “the great COKE-Cola Company”, uma flagrante referência à cocaína. Também durante essa época, o baixista Geezer Butler ostentava um adesivo em seu contrabaixo branco, que dizia “Enjoy CoCaine”, uma paródia do slogan “Enjoy CocaCola”. A fábrica de tênis Converse lançou uma edição limitada de um par de tênis com a capa de Vol. 4, no ano de 2011, pelo que vi.

Antes das músicas, contarei como conheci este álbum. Meu pai tem 2 LP’s do Sabbath (um deles contei que é o Paranoid, no post respectivo), o outro é justamente o Vol. 4. Adorei desde a 1ª vez que ouvi, inclusive a música FX hehe, não sei como.


Músicas: todas elas são creditadas aos 4 membros do Sabbath

* Wheels Of Confusion: música que abre o álbum, é progressiva. Aliás, o heavy metal tem um pé no rock progressivo, em especial as músicas mais longas, como esta. Se não me engano, é a 2ª música mais longa da banda, perdendo para Megalomania (não conto a música Warning, que é uma cover, e está no 1º álbum do Sabbath).

Provavelmente é a música do Sabbath, com Ozzy nos vocais, que eu mais gosto. Tem grandes riffs de guitarra, é bem pesada, tem algumas mudanças de ritmo, e a parte instrumental no final é excelente. Aliás, esta parte instrumental (que inicia aos 5:13) tem seu próprio título, The Straightener, e este título não aparece na maioria das edições do álbum.

* Tomorrow’s Dream: mais um grande clássico do Sabbath, provavelmente um pouco esquecido. Música curta (tem pouco mais de 3 minutos), o sentimento da letra é o de afastar as dores do presente e começar uma vida nova. Na letra há a linha: “When sadness fills my days, it’s time to turn away, and then tomorrow’s dreams, become reality to me

* Changes: uma bonita e triste balada, cuja letra é sobre o final de um relacionamento entre um homem e uma mulher. Basicamente ouvimos piano e mellotron, tocados pelo guitarrista Tony Iommi. Esta música foi uma grande surpresa para os fãs mais radicais da banda, e foi a melhor balada até então, em termos de sucesso. O Black Sabbath nunca tocou essa música ao vivo nos anos 70. A primeira vez que eles tocaram Changes ao vivo, foi nos anos 90, com Tony Martin nos vocais.

* FX: música instrumental, nada mais é que um monte de barulhos estranhos, em cerca de 1:40.

* Supernaut: mais uma grande música, possui riffs de guitarra rápidos, e um grande trabalho de bateria de Bill Ward. As letras são psicodélicas, refletindo o período que a banda vivia, em que as drogas estavam muito presentes.

* Snowblind: grande clássico do Sabbath, a letra se refere ao uso de cocaína. Esta música teve que ser regravada, porque na versão original, Ozzy gritava a palavra ‘cocaine’ depois de cada verso. Na versão que foi lançada no Vol. 4, a palavra ‘cocaine’ é cantada quase audivelmente depois do 1º verso. Já ao vivo, Ozzy gritaria a palavra com toda força.

Tirando este fato da letra, melodicamente é uma grande música, com seus riffs de guitarra marcantes. E também possui uma excelente mudança de ritmo no meio da música, que inicia aos 3:27, e vai até 3:56.

* Cornucopia: uma das músicas mais pesadas do álbum, tem letras que falam de insanidade. No meio da música há outra tradicional mudança de ritmo, como sempre muito boa, iniciando aos 1:43, e terminando aos 2:51.

* Laguna Sunrise: belíssima balada instrumental acústica, e com orquestração (ou seriam efeitos sonoros?). Totalmente diferente do estilo Sabbath. Música inspirada na praia de Laguna Beach, na Califórnia.

* St. Vitus Dance: uma das músicas mais curtas do álbum, tem um pesado riff de guitarra. As letras tratam da desilusão amorosa de um garoto, porém um amigo dele tenta ajudá-lo.

* Under The Sun: outra das músicas mais pesadas do álbum, também progressiva, tem algumas mudanças de ritmo. As letras são anti-religiosas (e também anti-satanistas), mas pessoalmente o que mais importa é a melodia.

A parte instrumental, ao final da música, tem seu próprio título, que é Every Day Comes And Goes. Este título não aparece na maioria das edições do álbum. Eu, particularmente, acho que esta parte é a do meio da música, quando há mudança de ritmo e Ozzy começa cantando “every day comes and goes...”. Inicia aos 1:55, e termina aos 3:10.


Neste álbum, quem conhece a banda, sabe quem toca qual instrumento. Porém, aqui no Vol. 4 temos Tony Iommi tocando não apenas guitarra, como também piano e mellotron.

Vol. 4 tem cerca de 43 minutos de grande música! Não apenas o tradicional heavy metal do Sabbath, como também bonitas baladas! Só excetuaria a música FX, que é um emaranhado de sons sem nexo hehehe.

Abaixo coloco um video com a música Laguna Sunrise. No video temos belas imagens do nascer do sol, que é o que realmente a música nos passa! Aproveitem!


quarta-feira, 28 de março de 2012

Lista de Músicas - carreiras solo


Saudações a você que navega pelo meu blog!

Este post está um pouco atrasado, mas aqui vai ele.
Coloco outra lista com sugestão de músicas para ouvir durante a semana. Desta vez, faço uma exceção, ao invés de 5 músicas, aqui coloco 10.

A lista desta semana é de músicas de carreiras solo, de membros de bandas bem conhecidas. Aqui vão elas:

1) DAVID GILMOUR - Take A Breath: está no seu último álbum solo, o On An Island, de 2006. Música que tem um ritmo muito legal, na minha opinião.

2) RICHARD WRIGHT - Against The Odds: está no 1º álbum solo do tecladista do Pink Floyd, Wet Dream, de 1978. Foi escrita por Rick e seu então esposa Juliette. Música bem calma e agradável de se ouvir, apesar da letra, que trata, aparentemente, do final de um relacionamento, em que o homem está cansado das brigas.

3) ROGER WATERS - Radio Waves: música de abertura do 2º álbum de Waters, Radio K.A.O.S., de 1987. Música meio pop, mas muito legal.

4) SYD BARRETT - Love You: está no 1º álbum solo do fundador do Pink Floyd, The Madcap Laughs, de 1970. Syd canta esta música numa velocidade incrível hehe.

5) PAUL STANLEY - Live To Win: música de abertura do 2º álbum solo do guitarrista e vocalista do Kiss, de mesmo nome, de 2006. Letra que possui uma mensagem positiva. Gosto muito dessa!

6) ACE FREHLEY - Love Me Right: música do 2º álbum solo do grande guitarrista do Kiss, chamado Frehley's Comet, de 1987. Possui um grande riff de guitarra.

7) GENE SIMMONS - See You Tonite: está no 1º álbum solo do baixista do Kiss, de nome Gene Simmons, de 1978 (quando os 4 membros do Kiss lançaram um álbum solo cada). Talvez a melhor música deste álbum, o Kiss a gravou no acústico da MTV, em 1996.

8) PETER CRISS - I'm Gonna Love You: está no 1º álbum solo do 1º baterista do Kiss, de nome Peter Criss, de 1978. Este álbum é bem pop, e a música não é diferente, mas é agradável de se ouvir.

9) OZZY OSBOURNE - Perry Mason: música de abertura do 8º álbum solo do vocalista do Sabbath, Ozzmosis, de 1995. Música que adoro muito, tem uma grande introdução de teclados e depois é bem pesada.

10) TONY IOMMI - Goodbye Lament: está no 1º álbum solo do guitarrista do Sabbath, Iommi, de 2000. A participação nos vocais é de Dave Grohl, do Foo Fighters. Outra música excelente!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Black Sabbath - Master of Reality


Em fevereiro de 1971, o Black Sabbath retorna ao estúdio para começar a trabalhar em seu 3º álbum. Seguindo o sucesso de Paranoid, a banda conseguiu mais tempo de estúdio, junto com um ‘breve caso de bastante dinheiro’ para comprar drogas. Bill Ward explicou “estávamos entrando na cocaína, por um grande tempo”.

A produção ficou completa em abril de 1971, e em julho daquele ano a banda lançou Master of Reality, 6 meses depois do álbum Paranoid. O álbum ficou no top 10 nos EUA e no Reino Unido, e em menos de 2 meses foi certificado disco de ouro. Por outro lado, a crítica musical não gostava do Sabbath, não haviam críticas positivas, que só viriam décadas depois.
Para a gravação deste álbum, o guitarrista Tony Iommi, que não tem as pontas de 2 dedos da mão direita, decidiu diminuir o tom de sua guitarra em 3 semi tons. Isto reduziu a tensão das cordas, deixando a guitarra mais fácil para ele tocar. Geezer Butler também diminuiu o tom de seu baixo, para combinar com Iommi. O resultado foi um som mais escuro e até mesmo mais pesado.
O álbum foi gravado nos estúdios Island, em Londres, entre fevereiro e abril de 1971. Rodger Bain foi o produtor, ele já havia produzido os 2 primeiros álbuns da banda. Foi também sua colaboração final no Sabbath.
O Black Sabbath nunca teve medo de experimentações, especialmente nesta primeira fase, com Ozzy nos vocais. À época, Tony Iommi prometeu que este álbum seria o mais pesado até então, e a banda não decepcionou.
Master of Reality contém as primeiras músicas acústicas da banda, junto com músicas favoritas dos fãs como Children of the Grave e Sweet Leaf. Às vezes, Master tem sido notado como o primeiro álbum de stoner rock. O stoner rock combina elementos do rock psicodélico, do blues rock e do doom metal. Ainda, o stoner rock é tipicamente de velocidade lenta para média, tem um som pesado do baixo, vocais melódicos e uma produção ‘retro’.
A capa do álbum tem o nome escrito em cinza (ou preto em algumas edições, como no cd que eu tenho), embaixo do nome da banda que está em roxo, em um fundo preto. As palavras estão escritas em fonte grande, com um efeito ondulante como uma bandeira esvoaçante. Foi o primeiro álbum do Sabbath que teve edição com a reprodução das letras em seu encarte.
Antes de passarmos às músicas, vou contar qual a razão de eu ter comprado o cd Master of Reality. Não lembro qual ano, mas sei que uma vez assisti a um programa da MTV (não lembro qual) falando do Black Sabbath, em que disseram que a música Children of the Grave era um dos grandes clássicos da banda. Eu nunca havia ouvido Children..., resolvi então comprar o cd, e desde então gostei muito.
Também me recordo que meu pai tinha uma fita cassete com grandes rocks. Na época eu não sabia, mas uma das músicas estava editada, e seu nome estava erroneamente escrito ‘Into The World’, que na verdade é a grandiosa Into The Void.
Master tem músicas lentas e pesadas, que são a maioria, mas também tem baladas suaves, duas delas são instrumentais. Praticamente todas as músicas do Sabbath são creditadas aos 4 membros, na fase com Ozzy. Porém, neste álbum, 3 músicas são creditadas apenas a Tony Iommi. São elas After Forever (apesar que as letras são de Geezer), Embryo e Orchid.
Nenhuma delas foi lançada como single.
* Sweet Leaf: é a música de abertura do álbum. A letra é uma ode à maconha. O título da música vem de um pacote de cigarros que o baixista Geezer Butler comprou em Dublin, ele disse que o tabaco era ‘a doce folha’. Na introdução da música ouvimos Tony Iommi se engasgando com um baseado que Ozzy ofereceu a ele. Obviamente há repetições nesta intro, efeito produzido em estúdio.
Musicalmente falando, é um grande clássico do Sabbath, e possui uma excelente parte instrumental no meio.
Sweet Leaf estava disponível para download no jogo Guitar Hero 5, desde o dia 29 de março de 2010. Também está disponível para download no jogo Rock Band.
* After Forever: a letra foi escrita sobre temas cristãos. Na época, algumas pessoas consideravam os membros do Sabbath como satanistas. O baixista Geezer Butler foi quem escreveu as letras, acredito eu que até em reação às críticas satanistas.
A introdução de After Forever é chamada The Elegy, e dura cerca de 34 segundos.
* Embryo: curtíssima música instrumental, serve como introdução para o grande clássico Children of the Grave. Tem 28 segundos de duração.
* Children of the Grave: outro grande clássico do Sabbath. Liricamente continua com o mesmo tema trazido por War Pigs e Electric Funeral, do álbum Paranoid. Children… foi escrita sobre guerra, paz e revolução. A parte final (outro, em inglês) da música é chamada The Haunting. Esta parte final começa aos 4:30 e vai, obviamente, até o final, aos 5:16.
Children of the Grave foi tocada em shows por praticamente todas as formações do Sabbath.
* Orchid: belíssima música instrumental, totalmente acústica. Também curta, porém maior que a Embryo, tem 1:30. A primeira vez que ouvi Orchid, foi numa coletânea (que também continha Born Again, da época de Ian Gillan nos vocais) que emprestei de um falecido vizinho meu, o Jordane (ou Jordani), e desde então adoro esta música. Serve como introdução para Lord of this World.
* Lord of this World: outra das músicas pesadas, suas letras falam do Satã que zomba daqueles que involuntariamente seguem-no. A introdução da música é chamada de Step Up, e dura cerca de 27 segundos.
* Solitude: é a 3ª e última balada do álbum. Aqui Ozzy canta suavemente. Também ouvimos o talento de Tony Iommi, que não apenas toca guitarra, mas também piano e flauta.
* Into The Void: música que fecha o álbum Master of Reality e outro grande clássico. Antes de ter este nome, o nome da música era ‘Spanish Sid’, que está na edição deluxe do cd Master of Reality, lançada em 2009.
A introdução da música é chamada de ‘The Death Mask’. Dura cerca de 1:14.
Into the Void é a música favorita do Sabbath, para James Hetfield, guitarrista e vocalista do Metallica.

A formação do Sabbath neste álbum todo mundo já sabe, mas apenas menciono que Tony Iommi toca guitarra, flauta e piano, e o baterista Bill Ward faz backing vocals (não sei em qual ou quais músicas).
Várias bandas já gravaram covers de quase todas as músicas deste álbum. Por exemplo, o Soundgarden já gravou Into the Void. Um fato interessante é que o riff de Sweet Leaf é usado perto do final da música Give it Away, do Red Hot Chili Peppers.
E também várias bandas tiraram seus nomes das músicas deste álbum. Como por exemplo, temos a banda holandesa de metal After Forever.
Depois da turnê de Master of Reality em 1972, o Black Sabbath deu a primeira parada em 3 anos. Bill Ward disse: “A banda começou a ficar muito cansada. Estávamos na estrada sem parar, ano após ano, constantemente em turnê e gravando. Acho que Master of Reality foi tipo o fim de uma era, os primeiros 3 álbuns, e decidimos não nos apressarmos com o próximo álbum”.
Enfim, o álbum é curto, tem pouco mais de 34 minutos, porém estamos diante de outro grande clássico não apenas do heavy metal, mas também do rock mundial. Disco obrigatório na coleção de qualquer amante do rock!
Abaixo, coloco o vídeo, apenas com o áudio, da belíssima música instrumental Orchid! Deleitem-se!
Abraços!


segunda-feira, 12 de março de 2012

Lista de Músicas - 'Sun' no nome


Olá a você que visita meu blog!

Dias atrás estava eu no msn, online, e vi uma amiga minha com o refrão da música Here Comes The Sun, dos Beatles, ao lado do nick dela, e pensei, porque não continuar com meu blog? Aqui estou.

Postarei aqui uma sugestão de lista com 5 músicas, para ouvir durante a semana. A lista de hoje é de músicas que contém a palavra 'sun' no nome. Uma pequena homenagem ao nosso astro-rei!


Ei-las:

1) BEATLES - Here Comes The Sun (clássico dos Beatles, bela música!)

2) PINK FLOYD - Fat Old Sun (escrita e cantada por David Gilmour, outra bela música, que está no álbum Atom Heart Mother, de 1970)

3) IRON BUTTERFLY - Sun And Steel (uma das músicas que mais gosto do Iron Butterfly, banda norte-americana de rock, está no álbum Sun And Steel, de 1976)

4) OASIS - Turn Up The Sun (uma das que mais gosto do Oasis, adoro a melodia dela, está no álbum Don't Believe The Truth, de 2005)

5) ANIMALS - The House Of The Rising Sun (grande clássico do rock, e porque não dizer, da música mundial)

Se você quiser dar sugestões de um tema para a lista e/ou músicas, escreva-me, seja nos comentários, ou no e-mail carwerzjr@gmail.com.....fique à vontade!

Grande abraço!