domingo, 3 de novembro de 2013

Black Sabbath - Never Say Die

Em novembro de 1977, enquanto ensaiando para o próximo álbum, e poucos dias antes da banda entrar em estúdio, Ozzy Osbourne sai da banda.  “Os últimos álbuns do Sabbath foram muito deprimentes para mim”, disse Ozzy.

Foi trazido para ensaios o vocalista do Fleetwood Mac e Savoy Brown, Dave Walker, e a banda começou a escrever novas canções. O Black Sabbath fez sua primeira e única aparição com Walker nos vocais, tocando uma versão embrionária da música “Junior’s Eyes” no programa de TV “Look Here!” da BBC.
Ozzy inicialmente tenta formar um projeto solo, que teria os membros da banda Dirty Tricks John Frazer-Binnie, Terry Horbury, e Andy Bierne. Assim que a nova banda começa os ensaios em janeiro de 1978, Ozzy muda de ideia e volta ao Sabbath. “Três dias antes de entrarmos em estúdio, Ozzy quis voltar à banda”, explicou Iommi.

Porém, Ozzy se recusa a gravar qualquer material escrito com Dave Walker. Como disse Tony Iommi “Ele não cantaria nada do que escrevemos com o outro cara, o que tornou tudo muito difícil. Entramos em estúdio basicamente sem músicas. Escrevíamos de manhã para podermos ensaiar e gravar à noite. Foi tão difícil porque você não conseguia ter tempo para refletir nas coisas. ‘Isso está certo? Isso está trabalhando direito?’ Foi muito difícil para eu vir com as ideias e juntá-las rapidamente”.
A recusa de Ozzy atrasa o processo de gravação da banda, e banda reescreve quase todas as músicas, para a gravação do álbum. 


A banda passou 5 meses nos Estúdios Sounds Interchange, em Toronto, Canadá, escrevendo e gravando o álbum Never Say Die! Levou bastante tempo” disse Iommi. Estávamos ficando realmente drogados, usando muita droga. Íamos às sessões, e porque estávamos muito chapados, tínhamos que parar. Ninguém conseguia fazer nada direito, estávamos em todo lugar, todos tocando uma coisa diferente. Nós voltaríamos e dormiríamos, e tentaríamos novamente no dia seguinte.

O álbum Never Say Die! é o oitavo do Sabbath, e foi lançado em setembro de 1978, alcançando o número 12 no Reino Unido, e o nº 69 nos EUA.

O álbum é o último da banda com o vocalista Ozzy Osbourne, até o álbum 13, de 2013. Ozzy criticou o álbum e a decisão de gravá-lo em Toronto, dizendo em uma entrevista em 1981 que “O último álbum que fiz com o Sabbath foi o Never Say Die e foi o pior trabalho que já fiz com alguém. Tenho vergonha desse álbum. Acho que é nojento.Ele afirmou que a banda viajou para Toronto, em janeiro, durante temperaturas abaixo de zero “puramente porque os Rolling Stones gravaram um álbum ao vivo lá...

A capa foi novamente feita pela Hipgnosis. O avião na capa parece ser um T-6 Norte Americano do Texas.

O álbum traz vários elementos e influências de Jazz, diferente de outros álbuns da banda que flertam mais com o Rock Progressivo. E também o álbum está mais com cara de hard rock do que heavy metal.

O álbum contém os singles “Never Say Die” e “A Hard Road”. Ambas entraram no top 40 do Reino Unido, e a banda fez sua segunda aparição no programa Top of the Pops, tocando Never Say Die.

O álbum foi duramente criticado pela imprensa e pelos fãs, e músicas como "Air Dance" e "Breakout" viraram motivo até mesmo de chacota entre os fãs mais assíduos da banda, que desejavam uma volta ao seu peso original.

A resposta da imprensa foi desfavorável, e não melhorou com o passar do tempo, com Eduardo Rivadavia da Allmusic escrevendo duas décadas depois do lançamento que “as músicas (do álbum) sem foco perfeitamente refletiram os problemas pessoais da banda e o abuso de drogas“.

A turnê do álbum (que também comemorava os 10 anos da banda) começou em maio de 1978, e a banda de abertura foi o Van Halen. Críticos chamaram a performance do Black Sabbath de “cansada e sem inspiração”, um forte contraste à “vigorosa” performance do Van Halen, que estava em turnê mundial pela primeira vez. Há um show filmado no Hammersmith Odeon, em junho de 1978, que mais tarde foi lançado em DVD com o título Never Say Die.

O maior show da turnê teve que ser cancelado depois que Ozzy não apareceu para cantar, pois estava dormindo bêbado num quarto do hotel em que a banda estava hospedada.

O show final da turnê, e a última aparição de Osbourne com a banda (até reuniões posteriores) foi em Albuquerque, Novo México, EUA, em 11 de dezembro de 1978.

Outro fator que contribuiu para o final da turnê foi que a banda - em especial Tony Iommi - fazia longas sessões de improviso nos shows, que duravam aproximadamente 1 hora, e irritava muito Ozzy, que mais tarde declarou: "Eu sempre vi o Black Sabbath como uma banda de Rock! Iommi queria dar outro segmento à banda, o Sabbath não é uma banda de Jazz, e sim de Rock!".

Após a turnê, o Black Sabbath retornou a Los Angeles e novamente alugou uma casa em Bel Air, onde eles permaneceram cerca de um ano trabalhando em material para o álbum seguinte. Com a pressão da gravadora, e frustações com a falta de ideias de Ozzy, Tony Iommi tomou a decisão de demitir Ozzy em 1979.

Naquela época, Ozzy tinha chegado ao fim”, disse Iommi. “Estávamos todos usando muita droga, muita cocaína, muito de tudo, e Ozzy estava ficando bêbado demais nessa época. Nós tínhamos que estar ensaiando e nada estava acontecendo. Era como ‘Ensaio hoje? Não, faremos isso amanhã.’ Realmente ficou tão ruim que não fazíamos nada. Fracassou.

O baterista Bill Ward, que era próximo de Ozzy, foi escolhido por Tony para dar a notícia ao vocalista. “Eu espero que eu tenha sido profissional, eu posso não ter sido, na verdade. Quando estou bêbado eu sou horrível, eu fico horrível,” disse Ward. “O álcool foi definitivamente uma das coisas mais prejudiciais ao Black Sabbath. Estávamos destinados a destruir um ao outro. A banda estava tóxica, muito tóxica.

Ozzy saiu da banda e formou sua própria banda, inicialmente com o nome The Blizzard Of Ozz com o guitarrista Randy Rhoads. Notícias diziam que um completamente desiludido Geezer Butler havia anunciado sua saída do Sabbath, mas logo retornou juntamente com o ex-guitarrista e tecladista do Quartz, Geoff Nicholls. Para substituir Ozzy nos vocais, foi chamado Ronnie James Dio, que tinha acabado de sair do Rainbow.

Ozzy chegou a dizer, a respeito de Dio, que “Acho que Ronnie Dio terá que usar colete à prova de balas se ele chegar lá cantando Iron Man e Paranoid”.

Com o novo vocalista, a banda gravaria um de seus álbuns mais pesados desde os meados da década de 1970, Heaven and Hell.

Como conheci este álbum? Hmm, salvo engano, não me lembro de ter ouvido alguma música do Never Say Die, antes de comprar o cd para minha coleção. E, como louco que sou, ou como apreciador da boa música, gostei desde a primeira ouvida.

Todas as canções estão creditadas a Iommi/Osbourne/Butler/Ward.


* Never Say Die: um dos clássicos da banda, no Reino Unido atingiu o nº 21 das paradas, e deu à banda uma aparição no programa Top of the Pops. A banda apareceu 2 vezes ao vivo no estúdio, fazendo playback. Uma dessas aparições foi incluída no vídeo oficial The Black Sabbath Story Vol. 1 - 1970-1978.
A banda coletivamente escolheu o título como uma frase que resumia os 10 anos anteriores de suas vidas. Trata-se de não desistir. Porém, ironicamente, Ozzy saiu da banda depois do lançamento do álbum.
Percebe-se de cara que a voz do Ozzy está bem mais ‘limpa’, comparando-se aos últimos álbuns que o Sabbath havia gravado.
Sua melodia inspirou a música tema do Seu Madruga no cd brasileiro do Chaves.

* Johnny Blade: possui uma introdução de teclados, que dura cerca de 35 segundos, até a entrada da bateria e um riff de guitarra um tanto mais pesado, porém ainda no terreno do hard rock.
A letra é um conto sobre a vida nas ruas.

* Junior’s Eyes: música que havia sido escrita quando Dave Walker estava na banda, foi reescrita para o álbum, e as novas letras tratam da então recente morte do pai de Ozzy.
Música mais longa do álbum com 6:42, mas não é maçante, tem algumas mudanças de ritmo.

* A Hard Road: nesta música, a banda inteira canta junto no final, acontecimento único na carreira do Sabbath. É a única música conhecida em que Tony Iommi canta.
A letra trata da vida como uma dura estrada. Ao final há uma passagem que diz: “Forget all your sorrows / don’t live in the past / and look to the future / ‘cos life goes too fast, you know”.

* Shock Wave: outro hard rock, com vários riffs de guitarra. Gosto muito desta música, mas claro que gosto é pessoal, pode ter alguém que discorde.

* Air Dance: uma bela balada na minha opinião, em que há um bom piano.

* Over To You: na minha opinião, muito boa música, bem lentinha. Talvez para alguns possa ser maçante.
Novamente temos a presença do piano aqui, em algumas partes.

* Breakout: música instrumental, está mais para o jazz, incluindo um solo de saxofone.

* Swinging The Chain: música que vem logo em sequência a Breakout, é cantada pelo baterista Bill Ward, já que Ozzy se recusava a cantar uma letra composta por Walker e o Sabbath se recusava a reescrever essa música.
Para mim, a sonoridade, em especial da guitarra, está meio ‘abafada’.

Quem toca o quê:
Tony Iommi - guitarra, backing vocal em "A Hard Road"
Geezer Butler - baixo, backing vocal em "A Hard Road"
Ozzy Osbourne - vocais
Bill Ward - bateria, vocal solo em "Swinging the Chain", backing vocal em "A Hard Road"

Músicos adicionais:
Don Airey – teclado
John Elstar – harmônica
Will Malone – arranjos de cordas


Temos aqui mais de 45 minutos de boa música, na minha opinião. Para mim, mais um grande álbum do Sabbath! Até ano passado (2012) era o último álbum de estúdio com Ozzy Osbourne nos vocais, mas neste ano de 2013, a banda lançou o álbum 13, com Ozzy!

Abaixo, coloco um video, apenas com o áudio, da balada Air Dance. Confira esta música, mostrando que o Sabbath nunca teve medo de experimentar!


domingo, 27 de outubro de 2013

Lista de Músicas - Covers Inusitados

Saudações a você que está aqui no meu blog!

Ao que parece, só consigo postar uma vez por mês......estou vendo que será mais ou menos assim.

Coloco aqui mais uma lista, sugestiva, com 5 músicas para ouvir a qualquer hora.

Desta vez escolhi covers inusitados. Bandas que fizeram suas próprias versões de outras músicas, e que ficaram bem diferentes das originais.

1 – Ballad Of Hollis Brown: música originalmente gravada e composta por Bob Dylan. Está no seu 3º álbum, The Times They Are A-Changin’, e é um blues simples, em que só Dylan canta e toca seu violão.
O cover inusitado é da banda escocesa Nazareth. Basicamente é um hard rock um tanto psicodélico, obscuro e longo – tem mais de 9 minutos, 4 minutos a mais que a versão original. Para muitos pode ser uma versão chata, pois muda pouco de ritmo.
Mas o Nazareth, em seus covers, geralmente muda bastante a versão original.

2 – Hey Joe: música popular e super conhecida, ela foi escrita por Billy Roberts, em 1962. Não se sabe exatamente qual a versão original. Mas há uma versão que ouvi do Billy Roberts, que é só ele cantando acompanhado de um violão.
Inúmeros artistas já regravaram Hey Joe, dentre eles Jimi Hendrix, mas um cover inusitado é da banda disco Santa Esmeralda. Para mim ficou ótimo, para não dizer excelente, o cover do Santa Esmeralda. Não ficou tão diferente, mas tem uma das marcas registradas da banda franco-americana, que são os metais.

3 – Cinnamon Girl: música escrita por Neil Young, está no álbum Everybody Knows This Is Nowhere, de 1969, em que Neil Young gravou com sua banda Crazy Horse. Basicamente é um hard rock, e Neil escreveu quando estava com gripe e febre alta em sua casa.
O cover inusitado é de Dan McCafferty, vocalista do Nazareth. Ele regravou Cinnamon Girl em seu primeiro álbum solo, de nome Dan McCafferty, em 1975. Sua versão está mais para um pop rock, com bastante ênfase nos teclados. Guitarra mesmo aparece apenas nos solos. É uma versão que adoro ouvir, bem suave.

4 – Planet Earth: música da banda inglesa Duran Duran, está no primeiro álbum deles, o homônimo Duran Duran, de 1981. Nem preciso escrever nada desta versão original, é um clássico do Duran, sem dúvida! Excelente música!
O cover inusitado é da banda canadense (pelo que vi) Noise Therapy. A versão deles de Planet Earth é bem diferente, pois é um heavy metal, mas muito boa a versão. Está no álbum chamado Tokyo 5-0, de 2001.

5 – Sweet Dreams: música escrita e gravada pelo duo de new wave Eurythmics (formado por Annie Lennox e David A. Stewart). Está no álbum Sweet Dreams (Are Made Of This), de 1983. Também não tenho o que escrever sobre esta versão, pois é uma das músicas mais conhecidas do Eurythmics, e é excelente!

O cover inusitado é do roqueiro Marilyn Manson, que regravou Sweet Dreams no EP Smells Like Children, de 1995. Esta versão é um hard rock/rock industrial, versão que aliás adoro muito! Marilyn adicionou algumas letras que não estão presentes na versão original, do Eurythmics.

domingo, 22 de setembro de 2013

Black Sabbath - Technical Ecstasy

Escreverei aqui sobre o álbum Technical Ecstasy. Entramos no território do ‘ame ou odeie’, pois é um álbum bastante variado, e está um pouco mais distante do tradicional som da banda. 


O Black Sabbath começou a trabalhar no seu próximo álbum, nos estúdios Criteria, em Miami, Flórida, em junho de 1976. O baterista Bill Ward morava em Los Angeles, na época, e o resto da banda planejou se mudar para o outro lado dos Estados Unidos, evitando assim de pagar altas taxas na Inglaterra.

Para expandir seu som, a banda adicionou o tecladista Gerry Woodruffe (li que este tecladista também apareceu no álbum Sabotage, porém no cd que tenho está escrito ‘all instrumentation by Black Sabbath’, então acho que Woodruffe não participou do Sabotage).

Technical Ecstasy, 7º álbum do Sabbath, foi lançado em 25 de setembro de 1976, e teve críticas variadas. Pela primeira vez as críticas não ficaram mais favoráveis com o passar do tempo. Duas décadas depois do lançamento de Technical, a Allmusic se referiu ao álbum notando que a banda estava “desenrolando a um ritmo alarmante”.

Technical Ecstasy foi um álbum ‘esquecido’, pois foi lançado na mesma época em que surgiu o punk rock.
O álbum apresenta menos do som sinistro dos álbuns anteriores, e incorporou ainda mais sintetizadores e teclados. Enquanto as letras do álbum lidam com temas como traficantes de drogas, prostituição e travestis, a música em si raramente era obscura, e músicas como Rock’n’Roll Doctor e It’s Alright (cantada por Bill Ward, em que até Ozzy concordou com isto), eram muito diferentes do som tradicional do Sabbath. A música She’s Gone contém orquestração.

Technical Ecstasy chegou a ser comparado com o álbum A Night At The Opera, do Queen, pela variedade das músicas. Chega a ser irônico isto, pois o Queen abertamente admitiu terem se inspirado no Sabbath, enquanto as críticas à Technical Ecstasy terem mostrado que o Sabbath estava se perdendo.

Technical Ecstasy não alcançou o top 50 nos Estados Unidos, e foi o 2º lançamento consecutivo da banda a não alcançar disco de platina, embora tenha alcançado disco de ouro em 1997.

O álbum inclui a música Dirty Women, e também o primeiro vocal principal do baterista Bill Ward, em It’s Alright.

A capa do álbum foi desenhada pela Hypgnosis (responsável por capas do Pink Floyd e Led Zeppelin, por exemplo), e representa dois robôs fazendo sexo (??) [estranho, mas é isso mesmo]. Ozzy uma vez descreveu como sendo “dois robôs se enroscando em uma escada rolante”.

A turnê de Technical Ecstasy começou em novembro de 1976, tendo como bandas de abertura o Boston e o Ted Nugent, nos Estados Unidos, e completada na Europa com o AC/DC, em abril de 1977.

"Gypsy", "Dirty Women", "Rock 'n' Roll Doctor" e, por pouco tempo, "All Moving Parts (Stand Still)" foram tocadas ao vivo na turnê do album.

Durante a turnê, Ozzy Osbourne foi se mostrando insatisfeito com o álbum. Quando escrever sobre o álbum Never Say Die!, contarei sobre o desenrolar da insatisfação de Ozzy.

Antes das músicas, direi como cheguei a este álbum. Meu pai tinha uma fita cassete com clássicos do rock (já me referi a ela no post sobre o álbum Master of Reality), e dentre as músicas, além de Into The Void, haviam outras 2 músicas do Sabbath: Street Kids e Rock ‘n’ Roll Doctor. Se não me engano estava escrito Street Kids, que na verdade é a Back Street Kids.
Anos depois descobri na internet, acredito, em que álbum estão aquelas 2 músicas, e comprei o cd Technical Ecstasy, e adorei desde a 1ª ouvida!

Todas as músicas foram escritas e compostas pelos 4 membros da banda.

Back Street Kids: música de abertura, tem ritmo rápido e furioso, até parece um pouco com o punk rock, que surgiu na época. A letra é meio rebelde, e é sobre o estilo de vida roqueiro.

You Won’t Change Me: primeira das 3 baladas do álbum. O encarte do cd diz que o álbum traz 2 baladas, porém se esqueceram da música You Won’t Change Me.
É um clássico esquecido do Sabbath, meio psicodélico, em que o órgão está bem presente. É uma das músicas que mais gosto do Sabbath.

It’s Alright: segunda balada do álbum, esta é cantada pelo baterista Bill Ward. No encarte do cd diz que essa é a única música que Ward canta no Sabbath, mas está errado, porque ele canta também em uma música do álbum seguinte, Never Say Die!
Para essa música foi feito um vídeo promocional (na época não era muito usado o termo vídeo clip).
It's Alright foi coverizada, ao vivo, pelo Guns N' Roses, e incluída no seu álbum Live Era: '87–'93. A música também está no filme de 2010 “It's Kind of a Funny Story”.

Gypsy: começa com um bom ritmo de bateria, mas esta música está mais para hard rock. Obviamente que músicas assim muitos fãs do Sabbath devem odiar, mas eu gosto hehe :P
A segunda parte da música, em que aparecem piano e guitarra melódica, gosto bastante.
A letra conta a história de um homem que encontra uma cigana.

All Moving Parts (Stand Still): uma ótima música, que tem um excelente trabalho de baixo de Geezer (obviamente ele sempre tem, mas aqui é um destaque a mais). Isso sem falar no grande trabalho de bateria de Ward, e nos riffs de guitarra de Iommi, especialmente o riff da 2ª parte da música, quando muda o ritmo.
Tem um certo tom de blues.

Rock 'n' Roll Doctor: música diferente do tradicional som do Sabbath, pois é hard rock. Esta música foi tocada pela primeira vez durante um trabalho instrumental na turnê de 1975, do álbum anterior, o Sabotage.
A versão vocal também apareceu na turnê do Technical Ecstasy, e também na turnê do álbum seguinte, Never Say Die! Após foi excluída de turnês, mas voltou na turnê do álbum Born Again, em 1983, com Ian Gillan nos vocais.
Assim como para It’s Alright, foi feito um vídeo promocional de Rock ‘n’ Roll Doctor.

She’s Gone: última das baladas do álbum, essa música é melancólica mas muito bonita. Acústica e acompanhada de orquestra, a letra fala do fim de um relacionamento, em que o homem fica se lamentando.

Dirty Women: última faixa, e é a maior música do álbum em duração (mais de 7 minutos). A letra fala da busca incansável por sexo :P
Melodicamente, a música tem vários riffs de guitarra, é pesada e é excelente! No final de Dirty Women, há um longo solo de guitarra.

Quem toca o quê:

Tony Iommi - Guitarra
Geezer Butler - Baixo
Ozzy Osbourne - Vocais
Bill Ward – Bateria, vocais em It’s Alright
Gerry Woodruffe – teclados e outros arranjos
Mike Lewis – arranjo e condução de cordas em She’s Gone
Robôs designados por George Hardie e desenhados por Richard Manning

Fãs mais radicais do Sabbath não gostam muito de Technical Ecstasy, mas se você é eclético como eu, provavelmente irá adorar este álbum!

Na minha opinião é mais um clássico do Sabbath, com Ozzy nos vocais. Aliás, os 8 álbuns com Ozzy são clássicos!

Abaixo coloco o "video promocional" (video clip) da música It's Alright, cantada pelo baterista Bill Ward.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Black Sabbath - Sabotage



Após a turnê do álbum Sabbath Bloody Sabbath, a banda chegou a fazer planos para um álbum ao vivo, que não se concretizou. Também foram considerados álbuns solo, mas igualmente não passaram de ideias. O Sabbath logo retorna em estúdio para o período mais longo de gravação, até então, para o que se tornaria o projeto mais ambicioso da banda, o álbum Sabotage. Álbum que levou cerca de 1 ano de produção!! 


O Black Sabbath começou a trabalhar no seu 6º álbum em fevereiro de 1975, na Inglaterra, nos estúdios Morgan, em Willesden, Londres, desta vez com uma visão decisiva em fazer um som diferente de Sabbath Bloody Sabbath. O guitarrista Tony Iommi disse “Nós poderíamos ter continuado e continuado, ficando mais técnicos, usando orquestras e tudo mais que particularmente não queríamos. Olhamos para nós mesmos, e queríamos fazer um álbum de rock – Sabbath Bloody Sabbath não foi um álbum de rock, realmente.” 

Apesar de Iommi ter dito aquilo logo acima, Sabotage é um álbum bem variado, misturando o som pesado da banda ainda mais ao rock progressivo. Apesar de ser variado, o álbum ainda mostra o lado pesado da banda em músicas como "Hole in the Sky" e "Symptom of the Universe". Sabotage, por ser variado, pode ser visto como precursor do álbum A Night At The Opera, do Queen, lançado no final do mesmo ano.

Nessa época, as coisas estavam começando a ficar complicadas para Ozzy Osbourne no Sabbath, seja por sua personalidade forte dentro da banda focalizando todo o sucesso em sua voz (motivo de problemas internos), seja pelo abuso de drogas e álcool (que estavam afetando sua voz, o que pode ser ouvido em Sabotage, sua voz ficando cada vez mais estridente).

Também acontecia na época uma guerra de egos, entre Tony Iommi e Ozzy Osbourne. Parecia bizarro, nos shows da época, que Iommi (guitarrista e músico de talento e habilidade indubitáveis, mas sem presença de palco animada) insistia em ficar no centro do palco, enquanto Ozzy, com uma presença de palco sempre animada e carismática, ficava relegado ao lado do palco, e não no centro.

Produzido pela banda e Mike Butcher, Sabotage foi lançado em junho de 1975, tendo sido gravado entre fevereiro e março de 1975, nos estúdios Morgan, em Londres e Bruxelas. Assim como o álbum anterior, inicialmente recebeu críticas favoráveis, como por exemplo a revista Rolling Stone que assim se referiu: “Sabotage não só é o melhor álbum do Black Sabbath desde Paranoid, pode ser o melhor deles”, embora críticas mais atuais, como a Allmusic, assim se referiram: “a química mágica que fez álbuns como Paranoid e Volume 4 tão especiais estava começando a se desintegrar”. 

Em Sabotage, a impressão que particularmente tenho, é que a experimentação iniciada em Volume 4 atinge seu ápice. No álbum seguinte, Technical Ecstasy, há um declínio.

Sobre a capa do álbum, Ozzy define a si mesmo como “um homo de quimono”.

Sabotage alcançou o nº 7 nas paradas britânicas, e o nº 28 nos Estados Unidos, mas foi o primeiro lançamento da banda a não alcançar disco de platina nos Estados Unidos, onde só conseguiu disco de ouro.

O Black Sabbath saiu em turnê para divulgar o álbum Sabotage, com o Kiss como banda de abertura, mas foram forçados a encurtar a turnê em novembro de 1975, depois de um acidente de moto em que Ozzy rompeu um músculo das suas costas.

Quem toca o quê:
Ozzy Osbourne – vocais principais, sintetizador
Tony Iommi – guitarras, piano, sintetizador, órgão, harpa
Terry "Geezer" Butler – baixo, mellotron (erroneamente chamado de "Tony 'Geezer' Butler" na história da banda na edição canadense do CD)
Bill Ward – bateria, piano em "Blow On A Jug"
Will Malone – arranjos da English Chamber Choir

Todas as músicas foram escritas pelos 4 membros da banda. Porém, quem escreveu a maioria das letras foi o baixista Geezer Butler.


Antes de passarmos às músicas, contarei como conheci este álbum! Salvo engano, acho que vi algum programa na MTV sobre o Black Sabbath, e em um momento falaram da música Symptom Of The Universe, como sendo um dos clássicos da banda. Quando comecei a comprar minha coleção de cd’s do Sabbath, o Sabotage foi um dos primeiros. Grande álbum!



Hole In The Sky: grande música de abertura, é hard/heavy. Aqui já começamos a perceber a voz de Ozzy meio estridente. Tem grandes riffs de guitarra.
Pena apenas que ela acaba abruptamente.

Don’t Start (Too Late): curta música instrumental acústica, dura 49 segundos, e é uma transição entre Hole In The Sky e Symptom Of The Universe.

Symptom of the Universe: devido à sua agressividade e velocidade, é considerada a canção pioneira do thrash metal.
A música é dividida basicamente em 2 partes: um início pesado e uma parte acústica no final. Provavelmente é a melhor música do álbum! Novamente temos outros grandes riffs de guitarra, e a parte final da música é muito bonita!
As letras foram escritas por Geezer Butler sobre um sonho que ele teve, com muitas citações sobre a criação do universo, o criador, e algumas referências mitológicas.
A música aparece nos jogos Skate 2 e Brütal Legend.

Megalomania: é a música mais longa que o Sabbath gravou em sua história, composta pela banda (Warning, do 1º álbum, é uma cover). Tem 9:49.
É bem progressiva, tem uma parte inicial lenta, que dura 3 minutos. Depois entra um riff de guitarra e uma parte muito interessante que vai até o final, com vocais sinistros de Ozzy.

Thrill Of It All: possui um riff interessante de guitarra. Particularmente gosto bastante da transição entre a 1ª e a 2ª partes da música. Nessa transição há até mesmo sons de sinos (!!). Na 2ª parte da música há teclados.

Supertzar: música instrumental que contém um coro, da English Chamber Choir. Tem um riff de guitarra muito bom. É uma das músicas mais aventureiras da banda, usada como introdução nos shows por muitos anos.

Am I Going Insane (Radio): música que se aproxima do pop. Única música lançada como single do álbum, não tendo entrado nas paradas americanas e britânicas. É, com certeza, a música mais comercial do álbum.
O título da música causou alguma confusão com a parte ‘Radio’ do nome, porque levou algumas pessoas a acreditarem que a música era uma versão para ser tocada no rádio. No entanto, essa é a única versão da música. Am I Going Insane (Radio) é bem diferente das músicas típicas do Sabbath. Não há um riff pesado de guitarra nela, mas há um riff de teclado que é dominante.
A música conclui com uma risada insana, que nos leva à música seguinte “The Writ”.

The Writ: 2ª música mais longa do álbum, tem mais de 8 minutos. É como uma mini ópera-rock, pois na parte final tem até harpa!
Começa com o som do baixo de Butler, bem baixo (sem trocadilhos), até explodir em uma grande melodia. Também progressiva, possui algumas mudanças de ritmo.
Liricamente, a música parece ser no sentido dos problemas de gestão que a banda vinha sofrendo. A banda estava sofrendo problemas legais na época, e houve shows em que, ao entrar no palco, Ozzy recebia mandados judiciais (writ = mandado judicial).
A parte final da música, melodicamente, é muito bonita! Começa com a harpa, e os vocais de Ozzy passam a emoção da letra.

Blow On A Jug: em alguns dos primeiros lançamentos em vinil e cassete (e em todas as versões remasterizadas do álbum) há uma ‘música’ escondida curta, de 31 segundos, logo após The Writ, chamada Blow On A Jug. Gravada em volume baixo, Ozzy e Bill Ward aparecem cantando em estúdio.

Temos aqui cerca de 43 minutos de mais um grande clássico do rock mundial! Sabotage é considerado o último dos 6 grandes álbuns do Black Sabbath.



Abaixo coloco o vídeo, apenas com o áudio, da música instrumental Supertzar. Apreciem!



sábado, 27 de julho de 2013

Lista de Músicas - Rock com Orquestra

Boa noite a você que está em meu blog!

Primeiro peço desculpas pelo longo tempo sem postagens minhas aqui. Foi um pouco de falta de tempo, outras prioridades e também desleixo meu, admito.

Pretendo voltar com mais regularidade aos meus posts musicais.

Nesse post, coloco minha tradicional lista com 5 músicas, sobre um tema, como sugestão para ouvirmos durante a semana.

Minha sugestão é de rocks que tenham orquestra, na sua composição original! Abaixo vai uma lista com 5 músicas assim:

1 - DEEP PURPLE - April: música única no catálogo do Purple, está no 3º álbum da banda, o homônimo Deep Purple, de 1969. Música mais longa da banda, tem 12 minutos, e é dividida em 3 partes: a primeira é instrumental, com órgão, violão, guitarra e coro; a segunda parte é instrumental também, mas apenas com orquestra; enquanto a última parte possui letra, e é só o Deep Purple tocando.

2 - NAZARETH - I Will Not Be Led: música do 2º álbum do Nazareth, Exercises, de 1972. Um álbum quase todo acústico, e com orquestra em algumas músicas. I Will Not Be Led é a primeira faixa do Exercises, contém orquestra, e a letra, na minha opinião, se refere aos falsos pastores.

3 - PINK FLOYD - Atom Heart Mother: faixa de abertura do álbum homônimo, de 1970 (é o álbum com a vaca na capa). Tem mais de 23 minutos, e é dividida em 6 partes, e possui orquestra e coral, e é totalmente instrumental. Esse título da música foi retirado de uma notícia de um jornal. É uma música complexa, e que os membros do Floyd odiavam, especialmente na época. Na minha opinião, é uma ótima música para se ouvir e apreciar!

4 - URIAH HEEP - Salisbury: música única no catálogo do Heep, ela fecha o álbum de mesmo nome, Salisbury, lançado em 1971. Possui 16 minutos, e tem orquestra e coral. Tem vários solos de guitarra. O início da música é muito bonito, na minha opinião!

5 - YES - Magnification: faixa de abertura do álbum de mesmo nome, lançado em 2001. O álbum é o único da carreira do Yes a não ter tecladista, e também a envolver apenas 4 membros do Yes. A orquestra dá um toque todo especial na música, que é ótima na minha opinião!