Para capitalizar seu sucesso nos EUA, a banda rapidamente retorna ao estúdio em junho de 1970, apenas 4 meses após o 1º álbum ter sido lançado. O novo álbum foi gravado nos estúdios Regent Sound e Island, em Londres.
Paranoid é o maior sucesso comercial do grupo até hoje (ganhou 7 discos de platina e um de ouro), e é considerado de grande importância para o aparecimento do heavy metal. Possui grandes clássicos, como Paranoid, War Pigs, Iron Man e Electric Funeral. Com este álbum, a banda mostrou ir além da imagem ‘negra’, compondo canções com temas mais maduros, como War Pigs, que critica políticos considerados responsáveis pelos horrores da guerra, ou Iron Man, que tem um texto puramente de ciência-ficção.
O álbum foi lançado em setembro/outubro de 1970 no Reino Unido, no mesmo dia
O álbum iria se chamar “War Pigs”, nome de uma das faixas, que era uma crítica à Guerra do Vietnã, que ocorreu na época. Entretanto, a Warner Records pediu pra que mudassem o nome para Paranoid. A capa do álbum, à época, já era a representação de um ‘war pig’, um homem distorcido com escudo e espada, saltando detrás de uma árvore. Mesmo tendo mudado o nome do álbum para Paranoid, a capa continuou a mesma.
Antes de escrever sobre cada música, não lembro exatamente quando ouvi pela 1ª vez o álbum Paranoid. Mas meu pai tem 2 LP’s do Sabbath, e um deles é o Paranoid. Desde a 1ª audição, adorei o álbum todo, que talvez seja o melhor do Sabbath! É a banda em perfeita harmonia.......os grandes vocais de Ozzy, os riffs de guitarra de Iommi, o baterista Bill Ward detonando, e o excelente baixo melódico de Butler!
Faixas:
* War Pigs: é uma canção anti-guerra, foi o terceiro single do álbum. A letra é sobre a guerra e seus absurdos daqueles que a fazem sobre os que morrem e são mandados para lutar. É frequentemente vista
No CD ao vivo Reunion, está escrito que o título original de War Pigs era Walpurgis, e a letra era sobre o sabá das bruxas. Esta versão podemos encontrar na coletânea The Ozzman Cometh, de Ozzy Osbourne. War Pigs só ganhou letra definitiva no momento da gravação.
A parte final da música (em inglês ‘outro’) tem seu próprio título, que é Luke’s Wall (nome em homenagem a dois caras que faziam parte da equipe de apoio do Sabbath, Geoff “Luke” Lucas e Spock Wall), e tem um tom mais melódico que o resto da música.
No site oficial do Sabbath consta que Luke’s Wall é a parte inicial da música. Particularmente acho que é realmente a parte final.
Música mais longa do álbum, sua introdução dura cerca de 52 segundos, aí muda o ritmo e entra a parte cantada. Aos 2:07 mais uma mudança de ritmo e outra parte cantada. Com 3:30 temos o primeiro solo de guitarra, e um grande trabalho de Geezer com seu baixo melódico. Aos 4:30 termina o solo, e voltamos ao ritmo da primeira parte cantada. E aos 5:43 inicia a parte Luke’s Wall, até que a faixa termina aos 7:57.
* Paranoid: um dos grandes clássicos do Sabbath, foi escrita em estúdio no último minuto. Era pra ser apenas uma música qualquer para finalizar o álbum Paranoid, porém se tornou um grande hit. A letra é sobre o estigma da doença mental.
* Planet Caravan: é uma balada psicodélica, eu poderia dizer. Pode não parecer, mas é Ozzy quem canta, ele usa o chamado Leslie speaker, para fazer tal efeito. É uma das músicas que mais gosto.
* Iron Man: outro grande clássico do Sabbath. A letra fala de um viajante no tempo do futuro, que se transformou
Existem muitas covers de Iron Man, e a música é frequentemente usada e referenciada em eventos esportivos e em shows de TV e filmes.
Uma curiosidade é que Tony Iommi queria fazer de "Iron Man" uma ópera-rock aos moldes de "Tommy" do The Who, mas nem a banda, nem a gravadora mostraram interesse.
* Electric Funeral: a letra é sobre a guerra nuclear e suas consequências. Melodicamente é bem lenta, mas possui uma mudança de ritmo no meio, muito legal. Primeiramente temos uma transição, que dura de 1:49-1:50 até 2:16, e então temos o ritmo ao qual me referi, que dura até 3:08.
* Hand of Doom: é uma música anti-heroína e é a segunda mais longa do álbum. Foi uma das primeiras músicas da banda relacionadas a drogas. Possui passagens lentas e suaves, e passagens rápidas e barulhentas. Ouvimos 2 partes suaves e barulhentas, que se alternam, até 1:48. Após ouvimos o riff de baixo, e com 2:05 inicia-se outro ritmo. Este ritmo dura até 3:27, tem-se uma transição, e com 3:37 ouvimos um ritmo diferente, até 4:11. Aos 4:24 se inicia o solo de guitarra, que dura até 4:56. Voltamos então ao riff de baixo, e a mais 2 partes suaves e barulhentas, que se alternam, até 6:45. Finalizando a música, ouve-se o riff de baixo (com fade out), até 7:06.
* Rat Salad: é uma curta música instrumental, onde predomina um solo de bateria.
* Fairies Wear Boots: já li que a letra dessa música é sobre um ataque de skinheads. Porém Tony Iommi já disse que Geezer e Ozzy estavam fumando e testemunharam fadas em um parque, usando botas e correndo. Quem está com a verdade não sei. Mas o que importa é que estamos diante de outro clássico do Sabbath.
A parte final da música (em inglês ‘outro’) tem seu próprio título, que é Jack The Stripper. Vi também que Jack The Stripper seria a parte instrumental inicial da música, mas acho que é a parte final mesmo, vendo a última estrofe da música. Sendo assim, esta parte se inicia aos 4:53, e vai até o final da música, que termina com 6:14.
Coloco abaixo um vídeo, com belas imagens, em especial do universo, com o áudio da balada Planet Caravan. Uma música relaxante que adoro ouvir! Enjoy it!
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